sábado, 27 de junho de 2009

Os Florais de Bach



“Uma das principais virtudes dos Florais de Bach é sua absoluta simplicidade, que as pessoas julgam muito difícil de aceitar. Os remédios florais suprem uma necessidade tão prontamente quanto o faminto é saciado por um prato de comida. Como disse o Dr. Bach: Desejo isto tão simples assim: quando estou com fome colho uma alface na horta; quanto estou com medo e doente, tomo uma dose de Mimulus, ou o que a doença indicar.”
Jane Evans
“Dizem que somos muito pouco sofisticados. Ficamos contentes com isso, pois a vida é simples e pode ser expressa em poucas palavras: seja amável, não magoe os outros, seja feliz. Lembramos também das palavras do Dr. Bach a cerca do seu trabalho: Não deixem que a simplicidade deste método os impeça de usá-lo, pois quanto mais avançarem em suas pesquisas, tanto mais perceberão a simplicidade de toda a criação.”
Nora Weeks

As plantas têm emoções?


Antes de tentarmos lidar com esta questão poderia ser uma boa idéia livrar-se de alguma bagagem política indesejada que pode interferir na resposta. Questionar se as plantas têm ou não sentimento acaba por levar-nos a perguntar se sentem ou não dor. Isto por sua vez desemboca em território político e acaba por recair no eterno debate sobre os direitos dos animais. O capital investido na indústria da carne tem se apegado na evidência de que plantas têm sentimentos, e reclamado de que isto mostra discrepância básica dos vegetarianos e os que conclamam os direitos dos animais. O argumento usado é o seguinte: você diz que é errado causar sofrimento para os animais criando e/ou comendo-os; contudo você está feliz criando e comendo plantas; esta pesquisa mostra que plantas também sentem dor; logo vocês são incoerentes.
Existem duas respostas simples para este argumento.
A primeira baseia-se no fato de que todo mundo tem que comer, e isto significa não somente seres humanos mas os animais, também. Todo animal antes de chegar ao supermercado para consumo, alimentou-se com sementes, grãos, grama e assim por diante. Isto significa que a real escolha não é entre matar plantas ou animais, mas entre apenas matar plantas, ou matar animais mais uma grande quantidade de plantas. Os vegetarianos podem então argumentar que mesmo que estejam causando algum sofrimento estão causando menos do que os consumidores de carne.
A segunda resposta para o argumento da indústria da carne é dizer que ao contrário dos animais, muitas partes do reino vegetal conta em serem comidas como parte de realizar sua função. A razão pela qual as plantas produzem fruta suculenta e noz comestível é que elas querem que os animais as comam.
Nos anos de 1960, Cleve Backster um especialista americano no uso de aparelho detector de mentiras, descobriu que plantas pareciam “desmaiar” quando se sentiam ameaçadas. Uma pessoa a ponto de comer uma planta poderia induzi-la a uma quieta aceitação deste estado. Backster imaginou se algumas plantas de fato poderiam entrar neste estado de boa vontade, e ficarem contentes em servir de alimento para um animal tornando-se parte de uma diferente forma de existência.
Os dois argumentos apresentados – a redução no sofrimento total, e a boa vontade das plantas – poderiam ser suficientemente poderosos por si mesmos. Alguns defensores dos direitos dos animais dispensaram uma conversa sobre a emoção das plantas. Sem dúvida eles acreditam que podem mostrar que as plantas não sentem nada e também recusam o argumento da indústria da carne. Outros, profissionais céticos também acham difícil aceitar que existem emoções a serem encontradas em qualquer lugar fora do reino animal. Então como podemos falar de uma planta “ser feliz” em ser comida? Que evidência existe de que plantas realmente têm emoções?
De acordo com o best-seller “The Secret Life of Plants” – de Peter Tompkins e Christopher Bird, na realidade há muita evidência para esta crença. Nos anos de 1970 o professor soviético V. N. Pushkin publicou várias pesquisas sobre as plantas e suas reações para com os estados emotivos dos humanos. De acordo com ele há base para pensar que a nível celular, as plantas carregam as mesmas atividades básicas que em nós evoluiu para pensamento humano. Outro cientista soviético relatou que plantas torturadas respondiam com medo à aproximação do torturador e acalmavam-se à aproximação de quem cuidava delas.
Outro estudo levado a cabo na Rússia mostrou que as plantas podem ser condicionadas. Uma planta que recebeu choque elétrico com uma pedra perto dela eventualmente associou os dois eventos de modo que quando somente a pedra era colocada ao seu lado ela respondia como se tivesse recebido um choque.
Muito deste trabalho tem provocado incredulidade por parte de alguns cientistas e pensadores.
Existem naturalmente grandes diferenças entre o organismo das plantas e dos animais. Mas não devemos nos permitir sermos cegados por essas diferenças a ponto de nos tornarmos incapazes de encontrar grandes similaridades.
Sob um nível genérico, existem poucas preciosas diferenças entre nós e os chipanzés. Na realidade todos os organismos vivos – incluindo as plantas – compartilham dos mesmos vinte amino ácidos, e do mesmo código genético usado por todos para fazer uma variedade de substâncias.
Nos últimos cem anos várias pessoas têm sugerido que de fato é possível ter emoções sem um sistema nervoso central reconhecido.
Parafraseando o cientista Jagadis Chandra Bose, plantas respiram, comem e movimentam-se sem a ajuda de pulmões, guelras, estômago ou músculos – por que então elas não podem sentir sem um cérebro ou nervos?
Em uma série de experiências, Bose mostrou como plantas reagem a estímulos tais como toque, música, veneno, calor e choques elétricos da mesma maneira que animais. Cansam-se quando são superestimuladas. Também mediu reações ao álcool que chegaram perto da embriaguez.
O Dr. Bach era uma criatura extremamente compassiva. Uma de suas características desde criança era a de preocupar-se com o sofrimento das pessoas, dos animais e da natureza. Porém, acreditava que as plantas que comemos foram providas pela natureza para suportarem outros modos de existência, incluindo seres humanos. E ao procurar plantas como medicamento, sabia que não as encontraria entre as utilizadas para alimento, que já preenchiam seu propósito. As verdadeiras plantas de cura seriam aquelas cujo propósito ainda estava por ser entendido.
Ele as encontrou com características próprias ligadas aos estados emocionais: medo, insegurança, desespero, raiva e vários outros. Plantas que não servem para serem ingeridas para suprir necessidades de alimento físico, mas que servem como alimento espiritual já que modificam nosso campo energético. O mais interessante é que as essências retiradas das plantas são utilizadas para curar as próprias plantas. Assim, o trabalho de Edward Bach vai de encontro à idéia de que tudo tem sua função no mundo em que vivemos. Precisamos apenas agir com equilíbrio e discernimento para que a natureza nos premie com tudo o que dela faz parte, cada parte uma assinatura, impressa claramente para que nossos olhos enxerguem.
Referência: The Bach Flower Gardener – Stefan Ball – C. W. Daniel Company Limited – 1999.
Escrito por Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz

Aspen – a flor do pressentimento



PDF Imprimir E-mail

Tenho um pressentimento de que algo terrível vai ocorrer. Algo terrível vai bater à minha porta. À noite eu acordo apavorado. Algo me acomete de repente nos lugares mais estranhos e improváveis. Estou conversando com meus amigos em uma festa e de repente um medo pavoroso toma conta de mim. Eu não consigo definir o que se passa comigo. Sofro de calafrios, de suores noturnos. A consciência de minha mortalidade me invade diante da enormidade do universo como se eu fosse uma partícula de pó. É tão estranho o que eu sinto que não ouso discutir o assunto com ninguém.
É assim o medo típico de Aspen, em desequilíbrio, essência descoberta por Edward Bach em 1935. Um floral representativo da jornada do herói, aquele que sai pelo mundo, passando por obstáculos e perigos em busca de um prêmio outro senão que o resgate de sua própria alma. Para resgatá-la precisará munir-se de coragem e audácia. Deverá facear a morte e percebê-la como um dos lados da mesma moeda, nada amedrontador em definitivo, mas a possibilidade de crescer e transformar-se. Um mergulhar nas águas do inconsciente não para deixar que elas nos submirjam, mas para fluir com elas, com muita alegria pelos caminhos que nos cabem e pelos quais nossa alma ansiou.
...
por mais que te sintas em casa
por mais que tenhas afeto
inda não é tua casa
teu canto, teu teto
sonhas com um barco fantasma
sempre levando seu corpo
para junto da alma que espera fincada no porto!
(Excerto do “Barco Fantasma” de Ivan Lins e Vitor Martins)
Escrito por Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz

Combinação de Essências


Um dos maiores problemas que as pessoas enfrentam quando conhecem o sistema das 38 essências florais do Dr. Bach é identificar para que serve cada uma. Quase que frequentemente nos deparamos com a idéia de colocar em um frasco uma combinação de essências (fórmula) para uma situação específica do dia-a-dia.
Fórmula para exames, para comportamento e assim por diante. Essas fórmulas tem como premissa, a fórmula do Rescue, que é um sucesso. Se existe esta combinação, as pessoas pensam: então por que não se fazer algumas mais?
Na Inglaterra, por exemplo, aparecem fórmulas para coragem, direção, foco, otimismo e outras mais. À primeira vista estas combinações podem ser plausíveis. A quem falta coragem posso indicar Mimulus, Rock Rose, Aspen e até Agrimony se o tipo de coragem for o de enfrentar o lado negro da vida. Mas necessito saber exatamente do que padece o indivíduo, já que ele é único. A essência que a pessoa precisa, pode não estar na fórmula.
A fórmula “Otimismo”, contém, profeticamente, Gentian, Gorse, Mustard, Sweet Chestnut, e então cai no clássico erro de pensar, que pelo menos uma destas podem ser necessárias a qualquer um que sinta desânimo ou desespero. Uma rápida olhada nas outras essências que o Dr. Bach colocou na categoria de “Desânimo e Desespero” deveria ser suficiente para elucidar a questão. Então, o primeiro problema é que uma fórmula pode deixar, a essência principal de que um buscador particular precisa. O segundo é que uma pessoa pode colocar muitas essências no frasco. Sabemos por experiência, que dar às pessoas muitas essências tende a tornar mais lento o trabalho daquelas de que elas realmente necessitam. O Mimulus terá que trabalhar muito para ser ouvido acima da cacofonia de mensagens do frasco. Como dissemos anteriormente, as fórmulas baseiam-se nas essências do Rescue sem a compreensão de que este composto é um Kit de primeiros socorros emocionais, alguma coisa pronta à mão que pode ser usada em uma crise quando não há tempo para se fazer uma seleção adequada. Tão logo haja tempo – tão logo a crise imediata tenha passado – a idéia é colocá-lo de lado e olhar para as coisas de que atualmente necessitamos. Quando fazemos isto descobrimos que nenhum grupo de pessoas necessita exatamente do mesmo composto, e que a mais efetiva ajuda é sempre selecionar essências para o individual ao invés de para o geral.
Não podemos empilhar pessoas e tratá-las como se fossem as mesmas.



Fonte: Practitioner Bulletin – Issue 50 - July/August 2003 – Dr. Edward Bach Foundation. Tradução livre de Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz

Seja bem-vindo!

Aqui é um espaço criado para postagens de textos que levem a uma reflexão sobre a História do Dr. Edward Bach, e suas essências.
Sempre uma novidade!!!